Fome de Que?




Sofro assim como a maioria das mulheres a síndrome de sempre estar travando uma guerra, mas uma guerra contra a balança. Afinal estamos inaugurando um novo ano, apesar das festas de final de ano conterem verdadeiras orgias gastronômicas, logo depois vem o meu aniversário e para completar duas semanas de molho por causa de uma alergia. Com isso, seja por fome mesmo, por não ter nada para fazer a geladeira começa a bater papo comigo, a comida conversa comigo pedindo para ser devorada. Algumas de nós sentem que as vitrines conversam com elas, pedindo que bolsas, sapatos, roupas sejam comprados de forma voraz.



No meu caso qualquer programa deve passar por comida, afinal se vou ao cinema, quero tomar um café e talvez beliscar alguma coisa gostosa no escuro do cinema. Ou então,as minhas saídas preferidas são para conhecer novos lugares para jantar, provar novas combinações texturas que possam ir ampliando o meu paladar. Pelo que minha mãe me conta sempre fui boa de garfo, quando estava aprendendo a comer por vezes utilizava duas colheres me lambuzando inteira de sopa de beterraba. Pode ser mesmo que algumas pessoas nasçam predestinadas a comer mais do que as outras ou apreciar a gastronomia muito mais. Agora estou voltando a minha dieta, comendo de forma mais saudável, evitando besteiras entre uma refeição e outra, aumenta o meu nível hídrico e tentando a todo custo me afastar dos doces do qual sou tão apaixonada. Desde o ano passado estou tentando voltar ao meus sessenta, mas não basta voltar pretendo manter e como pretendo.



De certa forma meu biotipo como a maioria de nós, não nos favorece muito por mais que travemos uma luta quase inglória toda da nossa jornada, já que beiramos entre um metro e sessenta, temos coxas fartas, bumbum e seios grandes, para completar ombos largos. Assim por mais que a gente perca os nossos tão amados quilos, sempre teremos carne de sobra, pode ser que os garotos preferem as mulheres fartas, mas como a gente gostaria de ser esguia e ser parecida com as meninas das capas das revistas. Desde que consiga chegar ao peso que almejo e faça força para mante-lo, sabendo que isso será uma mudança de hábitos e uma ampliação de consciência mais do que qualquer outra coisa. Mas, ainda o meu sonho era poder comer de tudo na quantidade que bem entender sem aumentar um quilo sequer na balança. E sim, como a maioria das garotas sofre do que eu chamo obsessão pela balança, nos pesamos quase todos os dias, em balanças diferentes e tentamos a todo custo justificar as gramas a mais pelo excesso de água consumido, sal etc.



Por fim acredito que nasci com as minhas pupilar gustativas mais aguçadas do que as outras pessoas. De forma que quero continuar visitando restaurantes,provando novos doces e me divertindo cozinhando. Sei que para gastar as minhas calorias, vou me esforçar mais em manter sempre o meu corpo em movimento. Quero comer sem culpa, aceitando as minhas curvas, sem muitas punições a fim de ser mais feliz e menos neurótica com gramas, quilos e gorduras localizadas.

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