Crônica: Hoje em Dia Ficou Careta













Hoje em dia as pessoas confundem tentar ajudar com se intrometer na vida alheia. Hoje em dias as pessoas confundem amor com sexo. Hoje em dia as pessoa confundem diversão com jogar a vida pelo ralo. Hoje nem dias as pessoas confundem viver o momento com morrer cerdo. Hoje em dia as pessoas confunde ter prazer com estar em risco.

Hoje em dia está ficando careta praticar amor ao próximo. Hoje em dia está saindo de moda amores monogâmicos, o belo é ter vários, provar diversos sabores, se voltar para aquele que se ama, que bom, se não é só mais um na multidão. Hoje em dia para se divertir, chegar ao extremo de ser feliz é preciso encher a cara, estar chapado a fim de provar que ser feliz é se afastar cada vez mais de si próprio. Hoje em dia saiu das vitrines o respeito pelos mais velhos, principalmente pelos pais, pela família e por todos aqueles que tentam de alguma forma zelar pela nossa alma. Afinal hoje em dia nos vestimos de corpos estrangeiros, bebemos da fonte da juventude, testando os limites da velocidade, do álcool, das drogas, do sexo sem proteção e de tudo que nos deixe quase face a face com a cara da morte. Achamos graça no que tem na graça alguma, cultuamos pessoas que não seriam exemplos nem para elas mesmas. Afinal o que vale é estar fora da realidade, desbravando paraísos artificiais regados de muitas coisas que nos tornem mais relaxados, menos preocupados e com certeza bem menos despretensiosos.

Hoje em dia as pessoas confundem aproveitar ao máximos em esquecer os depois. Hoje em dias as pessoas emagrecem seus corpos, mas acabam por afinar a alma. Hoje em dias pessoas engordam os seus egos, emagrecem seus espíritos. Hoje em dia as pessoas retocam seus rostos, mas perdem o brilho no olhar. Hoje em dias as pessoas bebem tudo que lhes tirem o chão, mas são incapazes de perceber o óbvio. Hoje em dias as pessoas abusam de todas as tecnologias para diminuir as arestas, sem perceber que são tecidos de frestas.

Hoje em dia está ficando como eles mesmo dizem a plenos pulmões que é tão careta ficar sóbrio. Hoje em dia escuto gente da mesma idade dizendo que somos de gerações diferentes, por isso mesmo nem tenho o direito de entender a forma como eles buscam diversão. Hoje em dia sou considerada careta por não encher a cara, por não fumar baseado, por não ter a menor pretensão de experimentar nenhuma droga. Mais careta ainda o fato de ter um relacionamento com uma pessoa só, sem a menor intensão de trair. Hoje em dia as pessoas diferentes que não inundadas por todos estes mundo paralelos ao nosso redor, são cortadas fora já que são felizes como são. Nunca precisei de nenhum artifício para escrever do que a minha vasta imaginação. Que chato deve ser para você aceitar que meu talento, o meu dom, vem da minha alma de artista, afinal a minha criação para arte corre nas minhas veias sóbrias ao invés de precisar ocupar uma mente transviada. Mais chato ainda você descobrir o fato de que amar é feito de dois e não de uma multidão de corpos vazios que transbordam por sexo em apenas uma noite.

Hoje em dias as pessoas desaprenderam a honrar seus valores, esqueceram as suas história e vivem perdidas por aí. Hoje em dia fugir do problema, correr para fora da raia é melhor do que concertar o que resta. Hoje em dia o que conta são os dias que vem, sem nenhuma perspectiva de futuro. Hoje em dia é preciso sambar para se manter neste ritmo frenético, onde o que conta é o que se consome e não o que se soma. Hoje em dia é preciso de muita bebida para esquecer o que quer ser lembrado. Hoje em dia todo mundo é feliz sob os holofotes das redes sociais, mas sequer consegue pregar os olhos. Hoje em dia o que é bonito é testar tudo na máxima potência, nem para isso se atropele a fim de mais uma dose de diversão.

Se o meu jeito é careta e o seu é pop. Se a minha nota é ré e a sua rima com todos os versos. Se a sua popularidade me torna insignificante. Aqui não se trata de uma forma de estar certo ou errado, para cima ou para baixo, descolado ou deslocado é apenas uma forma de refletir se não existirá uma forma de equilibrar os opostos sem ter que por em cheque a saúde física ou mental.

Resenha: Se pudesse Votar no Oscar 2015...



Se pudesse decidir o Oscar, aí estaria os meus indicados e os meus vencedores, junto com alguns comentários.

Filme: Achei justo o fato do Birdman ter ganhado Já que se trata de um filme brutalmente real, retrata o grande drama que é envelhecer principalmente quando se está na mira dos holofotes. Acredito que seja um filme que retrate a genialidade de grandes atores e artistas em geral que já partiram, muitos por não saber como lidar com a fama ou com o passar do tempo, foram ficando esquecido pela mídia. Um filme que fala e retrata o que rola por trás dos bastidores de forma ácida, contundente e furiosa. Com certeza, para quem quer um filme leve, este é carregado de humor negro, sarcasmos como se tudo estivesse sendo rodado em um take só, em tempo real. Com certeza valeu ter ganhado o prêmio pela sua brutalidade em mostrar a nossa humanidade e com certeza demonstra o talento tanto do elenco, direção, trilha sonora e efeitos. Mas se o filme Mesmo se Nada der Certo, estivesse concorrendo, com certeza gostaria que tivesse ganho.

Melhor Filme: Birdman ( se desse, Mesmo se Nada der Certo).

Melhor Atriz: Julianne Morre

Com uma carreira sólida desde que iniciou sua carreira. Com papéis marcantes, atuações impecáveis, demorou tanto tempo para que ela pudesse ganhar a sua merecida estatueta. Acredito que não seja o melhor filme que ela atuou, mas com certeza já era hora dela ganhar. Apesar que o meu coração estava torcendo também para a minha querida e eterna Legalmente Loira,witherspoon que atuou belamente no filme Livre.

Melhor Ator: Benedict Cumberbatch.

Acredito que ele foi implacável, adorável e com certeza o seu papel e seu filme deveriam ter ganho mais créditos. Mas ele é um ator que interpreta do jeito que gosto, sem precisar falar, ele atua com os olhos, com as expressões faciais e ele rouba as cenas do filme com a sua forma de atuar.

Melhor Atriz Coadjuvante: Emma Stone

Acredito que ela tenha além de beleza, talento e um carisma imbatível. Dona de um lindo par de olhos que parassem saltar quando está atuando, ela atua com o olhar e isso faz toda a diferença. Com certeza, Birdman não seria muita coisa sem a atuação dela. Sei que ela terá mais espaço para ganhar mais papeis e com certeza a estatueta virá.

Melhor Ator Coadjuvante: Mark Ruffalo

Apesar dele ter tido um papel pequeno em Fioxcatcher, a atuação dele foi ótima. Acredito que ele é um ótimo ator, precisa apenas de mais espaço e melhores papeis,


Melhor Canção: Lost Stars- Mesmo se Nadar der Certo- Adam Lavigne

Melhor Filme Estrangeiro: Relatos Selvagens

Não sei porque o gênero da comédia quase nunca tem espaço no Oscar. Assim como atores de comédia que fazem drama e nem porque o Leonardo de Caprio ainda não tenha ganhado a sua tão suada e merecida estatueta, bem são as injustiças do Oscar. Amo o cinema argentino, assim como o todos os filmes que o Dárin faz. Mas, de nada adianta o filme não tweer ganho, com certeza ele ganha ainda admiradores pelo mundo, ainda pode ser assisto.

O que Faltou:

Homenagem aos atores falecidos com Robin Willians, a Anita de La Dolce Vita.
Indicação do Filme: Grandes Olhos com Tim Burton e Amy Adams
Apresentador decente


Unha s da Semana: Que tal um Laranja?

Pode -se dizer que a minha cor favorito não seja o laranja. Temo um pouco de por vermelho ou tons de laranja, admito ser apaixonada por verdes e azuis. Mas, como tinha um aniversário de quinze anos, onde meu vestido era composto por tons alaranjados, resolvi apostar nos tons de laranjas. Vamos conferir?


Um deles foi tom de laranja da antiga coleção da Eliana produzida pela Dote chamada Seriguela, me apaixonei por este tom vivo que destaca em qualquer visual.

Para fazer uma filha única passei um dos queridos da estação o Bianca da coleção da Impala by Isis Valverde, não curti ele em todas minhas unhas. Me lembrou um purê de cenoura, pelo menos no meu tom de pele, apenas uma filha única ficou boa, ainda enfeitei ela com uma francesinha em tom de dourado com Ouro Fatal, um dourado metálico da Pass Nati,.

Abaixo vamos conferir as combinações!!


Crônica: A Nova Moda da Estação: Mudar pode Significar se Perder


As pessoas mudam com o tempo. O tempo muda com as pessoas. Independente da direção, das texturas, dos sabores, da gama de experiências, todos nós vamos mudando. A estática é apenas uma ilusão de ótica, tudo muda o tempo todo. Mudamos de roupa, de estilo, de roupa, de postura, mas ouso dizer que a essência permanece a mesma.

Por mais que nossos pés descubram novos lugares, andem por novas estradas, criem novos caminhos, algo em nós sempre permanecerá. Podemos nos despir de todas as nossas as cascas, apenas para nos sentirmos confortáveis no escuro, mas ainda assim mentir para si mesmo sempre será a pior mentira, Você mudou com o tempo, se tornou exatamente o oposto de quem conheci um dia. Já não traz aquela leveza no olhar, o gingado de quem está em paz com a vida e com certeza as suas atitudes são mais cheias de contornos do que antes. Estranho pensar na forma como a gente vai mudando com a vida, o quanto a gente muda a vida e o quanto vamos nos tornando cada vez mais distantes e mais dispersos das crianças que um dia já fomos. Gostaria de afirmar que temos orgulho de sermos os adultos que nos tornarmos, mas parece que você me chama de careta, insisto em dizer que podemos sermos opostos, mas não precisamos entrar em guerra.

Mas agora parece que seu país entrou em conflito com o meu, melhor proteger as minhas trincheiras, deixar a poeira baixar um pouco. Talvez daqui uns meses ou anos, a gente possa conversar de novo. Quem sabe a gente encontre um jeito de entender que ser diferente não signifique se manter distante. Assumo os meus defeitos, mas defendo meus valores, minha criação, minha história. Pena que as pessoas como você que mudam com o tempo, tomam rumos opostos e escolhas precipitadas, se julgam certar e de mente aberta, defendem ideais tecidos de vento, não possam perceber a ternura e as cores que vida têm quando se está sóbrio. Afinal quando se foge de uma realidade a fim de criar uma paralela, acabamos usando bengalas que nos impedem de enxergar o que está bem diante do seu nariz.

Fique com seus vícios, sua mente aberta, suas verdades. Afinal tenho as minhas, nem sei se estou certa ou errada. Também tenho defeitos, também dou defeitos,. A diferença entre eu e você é a forma pela qual aceitamos ajuda, interpretamos a preocupação de quem nos ama com zelo, carinho e cuidado. Ao invés de atira nos meus inimigos, ajo com elegância e educação, o meu silêncio será a única resposta que você terá. As palavras são como o vento, um dia gente vai esquecendo, vai cicatrizando e se transformando em outra coisas. Entretanto as atitudes e a forma pelo qual os eventos ficarão, isso criará um algo mais. Pense como quiser, viva a vida da maneira que julgar, mas da minha parte ficarão apenas a distância e o silêncio.

Afinal o tempo passou, as diferenças foram ficando mais gritantes e com certeza estamos nos tornando apenas duas pessoas quem um dia se conheceram muito bem.

Resenha do Livro: Louca pelo Garoto

]

“A vida é assim.” A loura elegante, cinquentona e mãe de dois filhos (como sua personagem ressurge no novo livro, aliás), defende que a história não é autobiográfica, embora ela também tenha seu diário. E conta ter dado ela mesma a triste notícia ao ator Colin Firth, que imortalizou Darcy no cinema, ao lado de Renée Zellweger, em “O diário de Bridget Jones” (2001), de Sharon Maguire, e “Bridget Jones: No limite da razão” (2004), de Beeban Kidron. Mas a história não perde seus momentos divertidos, às vezes excessivos. Desajeitada como sempre, a protagonista segue contando calorias e copos de vinho, enquanto enfrenta dificuldades com novos relacionamentos, piolhos nas crianças e os atuais meios de comunicação. Bridget é agora viciada em redes sociais e encontra no Twitter o garotão de 29 anos que batiza o livro."



Umas das leituras mais divertidas que tive neste de janeiro foi a continuação dos livros de Bridget Jones. Nem preciso dizer o quanto estes livros são essenciais, estão na minha estante e sempre prontos para serem devorados mais uma vez. Levei em média uns três dias para ler, posso dizer que fui do riso às lágrimas em poucas páginas. Com seu jeito cativante, irreverente e totalmente honesto de abordar a vida de nós mulheres.

Agora o leitor se depara com uma mulher de 51 anos, sofrendo a crise de sentir velha, com dois filhos para criar e totalmente sozinha. Daí você se questiona onde foi parar o Mark Darcy? Logo abaixo irei colocar trechos da autora , onde ela revela o porquê de ter matado um dos personagens mais queridos por nós leitoras. Afinal para quem acompanha a saga sabe o quanto foi sofrido, para não dizer até mesmo embaraçoso eles terminarem juntos. Vou dizer que fiquei de cara, até mesmo em luto pelo personagem, sim me apaixono pelos personagens e fico um tanto revoltada quando os meus prediletos, simplesmente desaparecem. Mas você irá entender....

Trecho da Entrevista:

A morte dele pode criar alguma desesperança nas mulheres que se identificam com Bridget e buscam o príncipe encantado?

"Só fui entender por que o livro se tornou popular numa viagem ao Japão. Uma apresentadora de TV glamourosa, magra e bem-sucedida me disse que se identificava totalmente com a ideia de se sentir gorda ou por baixo. Foi aí que me caiu a ficha. Era o gap entre o que as pessoas pensam ser e o que elas são de fato. Agora, escrevi sobre a diferença entre o que esperamos que seja nossa vida e as coisas que acontecem. A vida é assim. O desafio é saber lidar com o que acontece. A Bridget chegou aos 50 anos. Poucas pessoas chegam a essa idade sem eventos inesperados ou perdas. Ainda assim, seguem adiante, conseguem voltar aos trilhos, encontrar motivos para dar boas risadas, achar graça na vida. Foi sobre isso que eu quis escrever."


Acredito que o livro me mostrou como a gente deve se reinventar diante das tragédias cotidianas, das coisas que vão dando errado, mas precisam serem recicladas. A vida não é um conto de fadas como a história mesma relata, perdemos pessoas, encontramos novos amores, nos deparamos com impossível e se não for com bom humor pode ser que a gente fique se afogando em mágoas. Acredito que todas as garotas irão se identificar com o livro, não por perderem alguém de uma forma tão desastrosa quanto a nossa querida personagem perdeu, mas todas nós seremos em algum momento deixadas de lado e teremos que recomeçar. Aprender de novo a seduzir, aprender como se portar em encontros, tentar vencer a guerra contra balança e se adaptar ao mundo modernos, pode soar quase como uma odisseia. No meio de tudo isso, ela tem outro grande papel para desempenhar do qual parece que por mais que faça esforços, as cosias simplesmente saem do controle, ela é mãe. Tem duas crianças agora que dependem exclusivamente de sua paciência, amor incondicional e soluções rápidas. Com cenas de fazer os nossos olhos chorarem de tanto rir, com certeza se você é mãe vai saber exatamente como ela está se sentido, se não é ainda como eu, com certeza irá se lembrar com carinho de algumas cenas memoráveis que com certeza a gente passará daqui um tempo.



Por fim se você já é fã desta saga, corra até a livraria mais próxima e se deixe deliciar por mais esta aventura. Enquanto isso, vou ficar torcendo os dedos para que em breve a gente possa ter uma continuação no cinema, espero que o Colin Fith não se sinta ofendido.

Veja a entrevista na integra:

http://oglobo.globo.com/cultura/a-dura-vida-de-bridget-jones-10443710

Livros: janeiro

No final do passado fiz a minha lista de desejos. Um deles é ler em média 60 livros este ano, com isso serão 5 obras por mês. Aqui venho dividir com vocês os meus cinco escolhidos do mês de janeiro. Em breve uma resenha sobre cada um deles para que possam escolher suas próximas leituras.